O Desfibrilador Externo Automático (DEA) é um dispositivo fundamental no suporte básico de vida (SBV), projetado para identificar ritmos cardíacos potencialmente fatais e administrar um choque elétrico controlado para restaurar a atividade cardíaca normal. Seu uso rápido e adequado é um dos fatores críticos para aumentar as chances de sobrevivência em uma parada cardiorrespiratória (PCR), especialmente de origem cardiogênica, como em casos de infarto agudo do miocárdio.
Em situações de PCR, cada segundo conta. A sobrevida da vítima cai cerca de 7% a 10% por minuto sem desfibrilação, e após 10 minutos sem atendimento eficaz, as chances de sucesso são mínimas. O DEA permite que mesmo socorristas leigos realizem a desfibrilação de forma segura e eficaz, seguindo instruções automatizadas e por comandos de voz.
A seguir, apresentamos um passo a passo detalhado para o uso correto do DEA, garantindo um atendimento eficiente e aumentando significativamente a chance de recuperação da vítima.
Se o DEA identificar um ritmo chocável:
Importante: Em estudos clínicos, a aplicação do choque elétrico em até 3 minutos após o colapso da vítima pode elevar a taxa de sobrevida para até 75%.
A fibrilação ventricular é a principal causa de parada cardíaca extra-hospitalar, e o único tratamento eficaz para restaurar a circulação espontânea nesses casos é a desfibrilação precoce. O uso do DEA em menos de 5 minutos pode dobrar ou triplicar as chances de sobrevivência da vítima.
Além disso, o DEA é projetado para ser intuitivo, permitindo que qualquer pessoa – desde profissionais da saúde até cidadãos comuns – possa atuar rapidamente em uma emergência. Quanto maior a acessibilidade a DEAs em locais públicos e treinamentos de leigos, maior a taxa de sobrevivência da população em casos de PCR.
Nos últimos anos, países que implementaram programas de desfibrilação pública em locais de grande circulação, como aeroportos, shopping centers e academias, conseguiram aumentar significativamente a taxa de ressuscitação em PCRs atendidas precocemente.
A rápida identificação da PCR, o início imediato da RCP e o uso precoce do DEA formam a tríade essencial para maximizar a sobrevivência. Portanto, quanto mais pessoas souberem utilizar o DEA corretamente, mais vidas poderão ser salvas.